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INPPAZ - OPAS - OMS GuiaVETA |
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Prefácio Em 1902, foi criada a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), como resultado de um consenso entre os países, que necessitavam criar uma instituição que pudesse servir como agência para a troca de informações em saúde e defendesse um enfoque pan-americano para a solução dos problemas comuns de saúde. Com o passar dos anos, vários sistemas de informação e vigilância foram implementados com sucesso, contribuindo para o controle de enfermidades, como a febre amarela e a malária, que assolavam as Américas. Devido à falta ou escassez de informações sobre enfermidades transmitidas por alimentos e água (ETA), e ao entusiasmo provocado pelos bons resultados obtidos no controle de outras enfermidades, em meados da década de 90, a OPAS desenvolveu o Sistema de Informação para a Vigilância das Enfermidades Transmitidas por Alimentos (SIRVETA), como parte integrante de um Plano Regional de Cooperação Técnica em Inocuidade de Alimentos. Para estimular o plano de desenvolvimento do Sistema nos países das Américas, publicou-se a primeira edição do "Guia para o Estabelecimento de Sistemas de Vigilância Epidemiológica das Enfermidades Transmitidas por Alimentos e a Investigação de Surtos de Toxi-Infecções Alimentares" (GUIAVETA). Com a implementação do sistema de vigilância das ETA, os países puderam se beneficiar tanto na vigilância como também na capacidade laboratorial em relação a inocuidade dos alimentos. Isso veio complementar a Resolução da 53ª Assembléia Mundial da Saúde (OMS), realizada em 2000, que estabeleceu como prioridade a inocuidade dos alimentos. Essa decisão foi motivada pela ocorrência de importantes surtos de ETA em nível mundial. Além de prejudicar a saúde, as ETA também repercutem na economia dos países, gerando duplo impacto negativo. A vigilância epidemiológica das ETA, incluindo a vigilância e o monitoramento labotarorial, é a principal incumbência do setor da saúde no campo da inocuidade de alimentos e, portanto é o fiel reflexo da inocuidade do consumo alimentar pelos membros das famílias, comunidades, regiões, nações, cidades e países das Américas. Espera-se que este Guia, revisado através de um trabalho conjunto entre o INPPAZ, CAREC e CPC, possa se transformar em um instrumento eficaz e idôneo para informar, capacitar e apoiar as atividades relacionadas com a vigilância das ETA, nos níveis nacionais, estaduais, e, sobretudo, locais e, por outro lado, possa ser uma contribuição decisiva para o progresso dos países no controle desse grupo de enfermidades e da inocuidade dos alimentos nos países americanos. Esta publicação é parte integrante da Biblioteca Virtual em Saúde de Alimentos (http://www.inppaz.org.ar/), coordenada pelo INPPAZ OPAS/OMS, no contexto do projeto Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (http://www.bireme.br/) promovida pela OPAS através do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, BIREME OPAS/OMS.
Claudio R. Almeida, D.V.M., M.P.H., Ph.D. C.
James Hospedales MB BS, MSc, FFPHM |