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GuiaVETA
Guia de Sistemas de Vigilância das Enfermidades Transmitidas por Alimentos (VETA) e a Investigação de Surtos

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ANEXO K

EXEMPLO DE DEFINIÇÃO DE CASO

 

1. Colite hemorrágica: Escherichia coli O157:H7, EHEC.

2. Descrição clínica:

Uma infecção de gravidade variável, caracterizada por diarréia (em geral, sanguinolenta) e cólicas abdominais. Os vômitos são ocasionais, e não apresenta febre, ou é muito baixa. Em certos casos, observa-se apenas diarréia aquosa. A enfermidade tem uma duração média de oito dias. Pode apresentar complicações, como a síndrome hemolítico-urêmica (SHU) ou púrpura trombocitopênica trombótica (PTT); podem ocorrer também infecções assintomáticas.

3. Critérios para o diagnóstico de laboratório:

  • Isolamento de E. coli 0157: H7
  • Isolamento de E. coli 0157: NM

4. Classificação de caso

Suspeito: um caso de SHU ou PTT pós-diarréico (ver definição de SHU)

Provável:

  • um caso com isolamento de E. coli 0157 em amostra clínica, dependendo da confirmação de presença de antígeno H7 ou verotoxina.
  • um caso clinicamente compatível, relacionado epidemiologicamente com um caso confirmado ou provável.

Confirmado:

  • um caso que foi confirmado por laboratório.

5. Via da notificação:

De acordo com as decisões oficiais

6. Informações suplementares:

6.1 Período de incubação: de três a nove dias, média de quatro dias

6.2 Modo de transmissão: interpessoal, por via oro-fecal, alimentos ou águas contaminados com fezes de homem ou de animais, água de piscinas. A dose infectante não é conhecida, mas há a hipótese de que dez células sejam suficientes para produzir a infecção.

6.3 Reservatórios: intestino do homem e dos animais

6.4 Amostras de alimentos: alimentos suspeitos são aqueles que não tiveram cozimento suficiente ou encontram-se crus (geralmente carne moída, leite cru, suco de maçã, broto de alfafa, embutidos secos e curados, hortaliças).

6.5 Amostras clínicas: fezes para isolamento de E. coli até uma semana depois do aparecimento dos sintomas.

6.6 Medidas de controle: identificação do alimento associado, revisão dos processos de cozimento e manuseio. Nos casos com água fervida, até que seja comprovado um bom processo de adição de cloro. Para evitar a transmissão interpessoal, lavar as mãos freqüentemente e excluir ou isolar os doentes de casas de repouso para idosos, creches e escolas (considerar a possibilidade de fechar os mesmos até conhecer a origem do surto). Nos hospitais, aplicar os procedimentos de controle das infecções.

6.7 Medidas de prevenção: cozimento da carne moída a 70 0C (158ºF), no mínimo (aspecto cinzento, sem suco avermelhado), leite e suco de maçã pasteurizados, adicionar cloro à água, lavagem e desinfecção de vegetais ingeridos crus. Higiene pessoal e manuseio higiênico dos alimentos, a fim de evitar a contaminação cruzada.

 

7. Instituições de referência e consulta:

Endereço do instituto ou do laboratório nacional de referência.

Para amostras clínicas:

Para amostras de alimentos:

8. Menção dos métodos aplicados para o diagnóstico laboratorial:

Laboratórios clínicos

Laboratórios bromatológicos.

 

Para maiores informações, favor dirigir-se aos Institutos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS):

 

Instituto Panamericano de Proteção de Alimentos (INPPAZ)
Talcahuano 1660 C.P. 1640 Martínez
Provincia de Buenos Aires, Argentina
Tel: 5411-4-836-1000
Fax: 5411-4-836-0927
Email: inppaz@inppaz.ops-oms.org
URL:http://www.inppaz.org.ar/

 

Centro de Epidemiologia do Caribe (CAREC)
16-18 Jamaica Boulevard
Federation Park, Republic of Trinidad and Tobago
Tel: (868) 622-4261
Fax: (868) 622-2792
E-mail: postmaster@carec.opas.org
URL: http://www.carec.org/

 

Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde (BIREME)
Rua Botucatu, 862 CEP:04023-901
São Paulo/SP, Brasil
Tel: (55 11) 5576-9800
Fax: (55 11) 5575-8868
E-mail: bireme@bireme.br
URL: http://www.bireme.br

 

 


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