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ANEXO I GLOSSÁRIO
Alimento. Toda substância elaborada, semi-elaborada ou natural, destinada ao consumo humano, incluindo bebidas, goma de mascar ou qualquer outra substância utilizada na fabricação, preparo ou tratamento dos alimentos, não incluindo os cosméticos, tabaco, e aquelas substâncias utilizadas somente como medicamentos (neste guia a água é considerada um alimento). Caso de ETA. Indivíduo que adoece após consumir alimentos e/ou água considerados contaminados, levando em consideração a evidência epidemiológica ou o exame laboratorial. Contaminação cruzada: Passagem de um perigo biológico, químico ou físico para um alimento por sujeira, panos de limpeza, contato com outros produtos crus, contato com superfícies sujas ou sujeira das mãos dos manipuladores para um alimento elaborado. Contaminação: Presença de um agente em contato com o alimento ou no alimento, ou qualquer objeto que possa estar em contato com o alimento. Esse agente é capaz de causar uma enfermidade em uma pessoa devido à ingestão do alimento. Controle: Em um estudo de caso-controle, comparação de um grupo de pessoas que não apresenta a enfermidade pesquisada. Enfermidade diarréica aguda (caso): Indivíduo que apresenta três ou mais evacuações no período de 24 horas. Enfermidade diarréica aguda (surto): Aparecimento de dois ou mais casos relacionados entre si, em que a evidência epidemiológica descarta a participação da água ou dos alimentos. Esse tipo de surto está caracterizado pela via de transmissão interpessoal, apresentando-se em unidades de atendimento de crianças, idosos, deficientes, etc. As conclusões são obtidas pelas curvas epidemiológicas, com mais de um período de incubação do surto. Enfermidade infecciosa: Enfermidade clinicamente manifesta decorrente de uma infecção. Enfermidade notificável: Enfermidade que deve ser notificada, segundo as leis ou resoluções da autoridade da área da saúde. ETA: Enfermidade transmitida por alimentos (a sigla é utilizada tanto para o singular quanto para o plural). Síndrome originada pela ingestão de alimentos e/ou água contendo agentes etiológicos em quantidade que afeta a saúde do consumidor, como indivíduo ou grupos populacionais. A alergia, por hipersensibilidade individual, a certos alimentos não é considerada uma ETA. Epidemia: Ocorrência de casos de uma enfermidade acima do esperado. Geralmente refere-se a surtos. Estudo de caso controle: Estudo em que os sujeitos envolvidos são classificados segundo a presença (casos) ou ausência (controles) da enfermidade considerada. A informação é coletada considerando a última exposição entre casos e controles. Estudo de coorte: Estudo em que os sujeitos encontram-se classificados de acordo com a presença (expostos) ou ausência (não expostos) dos fatores de risco. Efetua-se um acompanhamento dos sujeitos durante certo tempo para identificar o desenvolvimento da enfermidade em estudo. Fonte de infecção: Pessoa, animal, objeto ou substância a partir de que um agente infeccioso passa para o hospedeiro. Higiene alimentar: Todas as condições e medidas que garantem a inocuidade dos alimentos em todas as fases, abrangendo produção, elaboração, distribuição, preparo e consumo. Histograma: Representação gráfica da freqüência de distribuição de uma variável contínua. Utiliza-se para descrever um surto no tempo. Incidência: Número de novos casos em um período de tempo, em uma população específica, dividido pela população em risco. Infecção: Entrada, desenvolvimento e multiplicação de um agente infeccioso no corpo de uma pessoa ou de um animal. Infeções alimentares: ETA produzidas pela ingestão de alimentos e/ou água contaminados, com agentes infecciosos específicos, como bactérias, vírus, fungos, parasitas, que, na luz intestinal, podem sofrer um processo de multiplicação ou lise e produzir toxinas ou invadir a parede intestinal e dali atingir outros aparelhos ou sistemas. Intoxicações alimentares: ETA produzidas pela ingestão de toxinas formadas em tecidos de plantas ou de animais, ou de produtos metabólicos de microrganismos nos alimentos, ou de substâncias químicas incorporadas aos mesmos de modo acidental, incidental ou intencional em qualquer momento, desde sua produção até o consumo. Perigo: Agente biológico, físico ou químico no alimento, ou proveniente dele, que pode produzir efeito adverso para a saúde humana. Período de incubação: Intervalo entre o contato inicial com um agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas associados com a infecção. Portador: Pessoa ou animal que é hospedeiro de um agente infeccioso específico, que pode não apresentar sinais clínicos da enfermidade e transmitir o agente. Prevalência: Número de pessoas acometidas por uma enfermidade em um período de tempo específico. Surto de ETA. Episódio em que duas ou mais pessoas apresentam uma enfermidade semelhante após ingerirem alimentos, inclusive água, da mesma origem, e onde a evidência epidemiológica ou a análise laboratorial apontam os alimentos e/ou a água como veículos da enfermidade. Surto de fonte comum: Surto que ocorre em um grupo de pessoas expostas a uma fonte comum. Se o grupo está exposto durante um período de tempo relativamente curto (por exemplo, todos os casos ocorrem dentro do período de incubação), o surto de fonte comum é classificado como de origem em um mesmo ponto. Surto familiar de ETA. Episódio em que duas ou mais pessoas em convívio ou contato apresentam uma enfermidade semelhante após ingerirem um alimento comum, e em que a evidência epidemiológica aponta os alimentos e/ou a água como origem da enfermidade. Surto propagado: Surto que não tem uma fonte comum e em que a disseminação é realizada de pessoa a pessoa. Taxa de ataque: Proporção da população que adoece após uma exposição específica. VETA (Vigilância das Enfermidades Transmitidas por Alimentos): Sistema de informação simples, oportuno, contínuo, de certas enfermidades adquiridas pelo consumo de alimentos e/ou água, que inclui a pesquisa dos fatores determinantes e dos agentes causadores do diagnóstico da situação, permitindo a elaboração de estratégias e de ações para a sua prevenção e controle. Portanto, o sistema VETA deve ser flexível, aceitável, sensível e representativo. Veículo: Intermediário inanimado (um alimento, por exemplo) na transmissão indireta de um agente que o transporta de um reservatório até um hospedeiro susceptível. Vetor: Intermediário animado na transmissão indireta de um agente que o transporta de um reservatório até um hospedeiro susceptível. Vigilância: Coleta sistemática, comprovação e análise de dados, e divulgação de informações para quem precisa conhecê-los para desenvolver ações. Vigilância ativa: Procura-se as informações através de pesquisas diretas. Vigilância passiva: Medição contínua dos sujeitos que buscam serviços de atendimento médico. Zoonose: Infecção ou enfermidade infecciosa transmissível, em condições naturais, dos animais vertebrados para o homem.
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