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GuiaVETA
Guia de Sistemas de Vigilância das Enfermidades Transmitidas por Alimentos (VETA) e a Investigação de Surtos

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ANEXO G

FATORES DETERMINANTES DAS ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS: FATORES DE CONTAMINAÇÃO, SOBREVIVÊNCIA E MULTIPLICAÇÃO

 

Alguns fatores determinantes das ETA:

  • Falhas na cadeia de frio de alimentos potencialmente perigosos.
  • Conservação de alimentos mornos ou em temperatura ambiente (na temperatura de incubação dos agentes bacterianos).
  • Preparo do alimento várias horas ou dias antes do seu uso com armazenamento inadequado até o consumo.
  • Falhas no processo de cozimento ou aquecimento dos alimentos.
  • Manipuladores com práticas de higiene pessoal deficientes (podem apresentar ou não enfermidades ou lesões).
  • Uso de matérias-primas contaminadas para preparar um alimento que geralmente é servido cru ou adicionar alimentos crus contaminados a outros já cozidos.
  • Alimentos preparados com matérias-primas contaminadas que levam microrganismos à cozinha e produzem contaminações cruzadas.
  • Falhas na limpeza de utensílios e equipamentos de cozinha.
  • Condições ambientais que permitem o crescimento de patógenos seletivos e inibem os microrganismos competidores.
  • Alimentos obtidos de fontes não confiáveis.
  • Práticas inadequadas de armazenamento.
  • Uso de utensílios ou recipientes contendo materiais tóxicos.
  • Adição intencional ou acidental de substâncias químicas tóxicas aos alimentos.
  • Uso de água não potável.
  • Uso de água de uma fonte suplementar não controlada.
  • Contaminação da água por avarias na rede, construção ou conserto de tubulações, conexões cruzadas, inundações, vazamento de esgotos, localização inadequada do tanque, etc.
  • Contaminação das mãos do manipulador por ter realizado algum reparo ou coleta de resíduos, etc.

 

a) Fatores de contaminação

  1. Substâncias tóxicas contidas no tecido de animais e plantas: Por exemplo, as toxinas marinhas, fungos, cogumelos, bejucos, ou certas variedades de pinhas.
  2. Substâncias tóxicas adicionadas de modo intencional, acidental ou incidental: Podem ser mencionados os pesticidas, cianetos, resíduos de limpeza, resíduos de materiais de embalagem, resíduos de tubulações.
  3. Adição de quantidade excessiva de ingredientes que poderiam ser tóxicos: Um ingrediente aprovado que, acidentalmente, for adicionado em maior quantidade torna o alimento inadequado para o consumo, como quantidade excessiva de nitrito nas carnes.
  4. Produtos crus contaminados por patógenos de origem animal ou do meio ambiente: Carcaças processadas, cortadas ou carnes de aves contaminadas com patógenos quando entram no processo, como Salmonella e Campylobacter em carcaça de aves. Como isso ocorre freqüentemente em populações de baixa renda. esse fator é indicado somente quando confirmado pelo laboratório e coincidindo a mesma cepa. Alimentos contaminados e consumidos sem terem sido submetidos ao processo de cozimento, como mariscos, leite cru, etc. Obtenção de produtos de fontes contaminadas (como os mariscos) ou produtos de áreas recentemente fertilizadas.
  5. Contaminação cruzada com ingredientes crus de origem animal (cozinhas, abatedouros, fábricas): Pode ocorrer de vários modos. O alimento cru, ou os seus fluidos, entram em contato ou caem dentro dos alimentos que serão posteriormente cozidos. Os alimentos que não são processados, ou um equipamento que foi previamente utilizado para alimentos crus de origem animal e que não foi limpo. Aqueles alimentos sem tratamento térmico, que foram manipulados por trabalhadores que previamente lidaram com alimentos crus e não limparam as mãos. O equipamento utilizado para alimentos crus é limpo com panos, esponjas ou outro elemento de limpeza, e, depois, esses materiais são usados para superfícies em contato com alimentos ou equipamentos, utilizados para processamento, sem tratamento anterior. Manipuladores sem luvas que lidam para alimentos prontos para consumo. Exemplo: estafilococo.
  6. Manuseio do alimento por uma pessoa infectada ou portadora: Uma pessoa colonizada por um agente patógeno que não lava as mãos após a defecação e toca os alimentos envolvidos diretamente com as mãos.
  7. Outros fatores

 

b) Fatores de sobrevivência ou falha do tratamento para tornar as bactérias inativas

  1. Tempo e temperatura insuficientes durante o processo de cozimento, aquecimento e/ou reaquecimento: por exemplo, carne de frango ou assado, pasteurização, esterilização, molhos, catering para vôo.
  2. Acidificação inadequada: Quando a quantidade de ácido adicionado ao processo de acidificação não atinge os níveis adequados para eliminar os patógenos presentes. Exemplo: maionese, tomates enlatados
  3. Descongelamento insuficiente, seguido de cozimento inadequado: Quando o centro geográfico do produto mantém uma temperatura de congelamento, o processo térmico não elimina as bactérias patogênicas.
  4. Outros fatores

 

c) Fatores que permitem a proliferação

  1. Esfriamento lento: Ocorre quando estão em repouso grandes massas ou volumes de alimentos em grandes recipientes empilhados, com inadequada circulação de ar. Ocorre a multiplicação dos esporos e de outros patógenos.
  2. Conservação inadequada a frio ou calor: Por armazenamento ou exibição a frio, por mau funcionamento de um refrigerador, banho-maria que não funciona bem.
  3. Armazenamento a frio por longo tempo: Permite o crescimento lento de germes psicrófilos.
  4. Acidificação insuficiente: Ocorre devido à concentração do ácido, aos ingredientes ácidos de baixo nível, ao tipo de ácido ou ao tempo de contato insuficiente para eliminar os patógenos. Exemplo: acidificação ou fermentação deficientes
  5. Redução insuficiente de atividade aquosa: Ocorre devido a um baixo teor de sal, açúcar ou outras substâncias umectantes, para evitar a multiplicação de patógenos em alimentos que não foram refrigerados. Os alimentos entram na categoria de perigosos. Exemplo: peixe defumado ou salgado.
  6. Descongelamento inadequado de produtos congelados: Quando os alimentos congelados são submetidos a descongelamento em temperatura ambiente ou refrigerados por vários dias. Ocorre uma alteração e multiplicação na superfície, enquanto o interior permanece congelado.
  7. Embalagem em condições anaeróbias/atmosfera modificada : Esse ambiente gera condições próprias para o crescimento de bactérias anaeróbias ou facultativas nos alimentos mantidos em embalagens hermeticamente fechadas, ou em embalagens em que os gases foram retirados ou expulsos pela adição de gases mais pesados. Todas as bactérias anaeróbias apresentam baixo potencial de oxi-redução para iniciar o crescimento.
  8. Outros fatores

 


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